A orientação do “fica em casa” provou que é a medida mais eficaz para desacelerar os avanços da covid-19. No entanto, implicou, em muitos casos, na extrapolação dos limites de convívio, aumentando as tensões internas para equilibrar as contas do condomínio.

 

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Esse “confinamento”, em geral, acabou gerando mais consumo, mais barulho, e mais conflitos. Nesse momento é preciso ter união, e não o contrário.

 

Embora haja muitas incertezas sobre a situação futura, a economia tem sido duramente atingida pelo fechamento de locais de trabalho, gerando aumento do desemprego, recessão econômica, e o temido aumento da inadimplência.

 

Por isso, o síndico deve, mais do que nunca, realizar uma análise financeira cuidadosa do centro de custo do empreendimento com base nas previsões do orçamento e garantir que o fluxo de caixa esteja sob controle, para que, sendo assim, se possa equilibrar as contas do condomínio.

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Neste artigo, vamos te mostrar um pouco sobre o que deve ser analisado, em meio a diversas reinvindicações dos condôminos, e o que fazer para otimizar os recursos existentes.

 

Observação: aqui, na seção de artigos da Interport, você se atualiza de forma clara e objetiva sobre o mundo condominial e da segurança eletrônica.

 

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Informe os proprietários: despesas são rateios, divisão.

 

O síndico deve usar todos os recursos de comunicação disponíveis para explicar os métodos e regras do condomínio e boas práticas aos moradores, de modo que o valor das taxas seja uma das contas que não se deve deixar de liquidar.

 

É nesse momento de pandemia que todos precisam ficar em casa. “Ficar em casa” significa, naturalmente, aumento nas contas de consumo (água, gás natural, energia), mais uso de equipamentos (elevadores, bombas d’água) e mais geração de resíduos, como lixo, por exemplo. Embora seja óbvio para síndicos e administradores, muitos residentes não sabem qual é o custo e não podem imaginar que, se não pagarem, a segurança, saúde, recursos básicos e equipamentos do empreendimento podem estar em risco. E estão, não é verdade?

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Muitos de vocês, síndicos, estão sendo muito questionados por moradores com sugestões e dúvidas sobre manobras a fim de reduzir as taxas de condomínio, a qualquer custo. Vamos para alguns exemplos mais comuns:

  • Usar o fundo de reserva: só deve ser usado em extrema emergência e de acordo com a previsão em Convenção. E o mais importante, é um fundo que deve ser reposto. Na situação em que estamos, caso necessário, o uso do fundo é permitido e, depois, ser reposto;

     

  • Conceder descontos: lembrando que a cota é um rateio de contas, não há lucro nisso. O pagamento do condomínio é dever do condômino e o condomínio ou administração precisa ter critérios justos de arrecadação. Na prática, é uma conta que precisa ser paga, caso contrário, funcionalidades podem faltar, por exemplo;

     

  • Suspender a cota por alguns meses: na teoria parece funcionar, mas na prática, não funciona. Sem as cotas pagas em dia ou com suspensão, os serviços essenciais internos podem vir a não ser cumpridos. E lembrando mais uma vez: se isso for adiante, o fundo de reserva pode ser usado, mas reposto depois;

     

  • Retirar multas e juros para quem atrasa os pagamentos: primeiro que isso é ilegal. A cota é diferente de imposto e se não existir um critério de pontualidade, também não existe um controle de inadimplência. Dependendo como for, isso pode até custar caro como a destituição do síndico. O que se pode fazer é um acordo para parcelar as cotas atrasadas, aplicando sim multas e juros devidos ou ainda alterar a data de vencimento para que o condômino se adeque – tudo em assembleia caso aprovado. Se um morador não arca fielmente com suas despesas, caso contrário esse rombo está sendo coberto pelos moradores que são pontuais;

     

  • Demitir ou dar férias aos faxineiros: O que é mais ouvimos dizer dos órgãos sanitários é que a limpeza se faz mais do que necessária e a desinfecção e higiene dos condomínios não deve diminuir. Pelo contrário, deve aumentar. Dispensar os funcionários que cuidam dessas tarefas, pode ser um tiro no pé. Demitir então só vai aumentar seus custos com rescisões. Fique atento.

Alguns exemplos de cortes que podem ser adotados:

Adiamento da arrecadação de fundos para obras ou benfeitorias 

  • Esse tipo de arrecadação pode, sim, facilmente ser adiada, visando a saúde financeira do condomínio. No entanto, vale destacar que apenas se trata benfeitorias puramente estéticas, por exemplo;

     

Cortar o não essencial

  • Atividades em grupos já devem ter sido canceladas há um ano. Outra dica bacana são os contratos com os piscineiros, atividade essa que pode ser passada ao zelador (mas fique atento ao acúmulo de função). Os serviços de correspondência e encomendas, os próprios moradores podem retirar (e aqui até vale conversar com os vizinhos para que na ausência, sejam solidários para a prática). 

Usar o máximo da tecnologia

  • Corte de papel, cópias, impressão de boletos, holerites e comunicados são uma boa pedida. A ideia é virar a chave para o digital, não há tanto espaço para continuarmos a gastar com coisas que não são necessárias. Mas atenção, converse com sua administradora. Isso deve ser uma união e não uma decisão isolada;
  • O uso de tecnologias que potencializam a eficiência de serviços essenciais, além de reduzir custos, também deve ser levado em consideração. É o caso, por exemplo, da portaria remota, que vem ganhando cada vez mais espaço e presença em condomínios residenciais e corporativos.

    Quer saber mais sobre como a portaria remota pode aumentar sua segurança, e ainda reduzir custos?

    Acesse: https://www.interport.com.br/a-portaria-remota-reduz-custos-e-aumenta-a-seguranca-do-condominio/

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 O que podemos concluir?

 

Ainda estamos em uma crise e por isso deve ser vista como uma oportunidade para o síndico avaliar e desenhar novos projetos, planejando ações futuras. É um desafio e tanto, nós sabemos. Mas uma gestão colaborativa pode doer, mas funciona: talvez iremos descobrir que o novo normal fará sentido talvez até para sempre.

Bom trabalho!

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